A algum tempo tenho me rendido ao queijo processado sabor Cheedar. Ele me agrada muito mais que o mussarela normal porque tem um sabor mais marcante mas sempre me deixava preocupada quanto a ser ou não saudável. Pra tirar a dor da consciência e decidir qual seria o queijo da próxima compra, tive uma conversa com o Google e descobri o que precisava.

Um queijo processado provém da trituração de queijos normais e de outros ingredientes lácteos acrescidos de especiarias, condimentos e outras substâncias alimentícias [1]. Existem vários tipos de queijo processado, normalmente decorrente do tipo de queijo utilizado, e novos tipos podem ser feitos para satisfazer as necessidades de clientes/produtos específicos.

O queijo tradicional é fabricado através da coagulação do leite, a qual é obtida com a ajuda de bactérias e enzimas. Consequentemente a carga microbiológica desse tipo de queijo é muito alta, fazendo com que sua durabilidade seja comprometida. Como o queijo processado é desenvolvido em altas temperaturas (de 75º a 95º C), a carga microbiológica reduz muito, fazendo que este tipo de queijo seja mais atraente para o setor industrial [2].

Além disso, o queijo processado tem mais constância quanto a cor, sabor e consistência quando comparado a queijos tradicionais e não seguem a curva de disponibilidade de leite no mercado (safra/entre safra) que o queijo tradicional segue. E, para a alegria do setor industrial, o queijo processado suporta cozimento, congelamento e degelo sem perder suas características originais.

Quanto aos aspectos nutricionais entre os dois queijos que consumo temos:

  • 30g de queijo processado tipo cheedar tem:
    1. Valor Energético: 84 kcal (4%)
    2. Proteínas: 6,4g (6%)
    3. Gordura Total: 6,7g (12%)
    4. Gordura Saturada: 4,5g (20%)
    5. Sódio: 375mg (16%)
  • 30g de queijo mussarela tem:
    1. Valor Energético: 97 kcal (5%)
    2. Proteínas: 8,2g (11%)
    3. Gordura Total: 7,2g (13%)
    4. Gordura Saturada: 4,0g (18%)
    5. Sódio: 212mg (9%)

Confesso que esperava mais pontos contra o queijo processado e que já havia notado que ele durava mais na geladeira que o queijo normal (li por ai que ele pode durar até 9 meses se bem armazenado). E quanto aos dados nutricionais, nenhuma diferença estrondosa. Isso implica no queijo processado continuar morando na minha geladeira ;)

Referências
[1] REGULAMENTO TÉCNICO PARA FIXAÇÃO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE QUEIJO PROCESSADO
[2] Tipos de Queijo

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Sim ela apareceu pra mim e duas vezes. Não foi algo a la Srta. Ka, no episódio Eu Vi Jesus, mas que passei mal a ponto de achar que ia ter que ter uma conversa com o cara lá de cima (ou de baixo), ahhh foi.

Não houve nada de diferente: acordei com o sono habitual, fui trabalhar com a pouca voia habitual, fiz as coisas como sempre. Tinha uma chata de uma dor de cabeça me encomodando e, como ela não desistia, tasquei Dipirona nela. Eu não sei se foi a Dipirona, mas desse ponto em diante os sintomas pioraram: mãos, braços, pés e pernas dormentes; mal-estar e sentimento de ter engolido algo horrível e que não queria sair pra fora. Fui levando conforme o possível, até que piorou de uma vez: foi aí que eu vi a luz! Tudo ficou branco e não via um palmo na frente do naso.

Só lembro do Rafa aparecer nessa hora e me carregar pro Pronto-Socorro. De pronto só tem o nome, só fui atendida umas duas horas depois (e nem era hospital público, aos da área, foi no Dona Helena). E nesse meio tempo eu melhorei, mas, exata uma hora depois, enxerguei de novo a dita da luz. É óbvio que nesse momento eu implorava pros tios me chamarem porque o que eu menos queria era ver a dita da luz de novo e ir abraçar o capeta.

Até que, às 13:30,  fui atendida. Médico até que simpático. Motivo de tudo isso: pressão baixa (80 por 60). Receituário: 2 litros de água e repouso. De certa maneira fiquei mais calma, mas por outro lado insegura, porque ninguém me garanta que o capeta venha querer puxar meu pé de novo.

Por mais engraçado que me pareça agora a minha tentativa de abraçar o capeta (de peeeeerto), o que eu mais queria na hora era chorar e implorar pra alguém me cuidar. Sooooorte, imensa soooorte que o Rafa estava comigo, porque se estivesse sozinha, aí sim ia visitar o capeta, mas não por pressão baixa, mas por colapso nervoso. E se tem uma coisa que experimentei hoje, essa coisa foi o pânico.

Então pessoas, conselho de bissu amigo, se não querem fazer uma visita pro capeta antes da hora, dele água no tanque! Eu garanto que vocês não iriam gostar da viagem pro hell.

Ah! Antes que perguntem, eu juro que o pavor não compensou ficar morgando em casa a tarde toda! Eu prefiria ter ficado na senzala, sem o capeta, óbvio!

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Revirando o Revista da Natura atual (especial Namorados) e vendo quanto do meu próximo salário vai ser penhorado em “embelezators” e coisas cheirosas, dei de cara com a chamada da capa e fiquei fumegando minha massa cinzenta sobre o assunto.

É o amor que move a gente? Ou é a gente que move o amor?

Cheguei a conclusão que as duas questões são verdadeiras.

Primeiro porque o amor está em tudo o que fazemos e regula nossos atos. Por mais pequena e tosca que seja nossa atitude, sempre vai haver pelo menos um pouco de amor nela. E assim, por mais chatos que nossos pais possam nos parecer, existe um amor incondicional que nos move a buscar orgulhá-los e, da nossa maneira, mostrar o quão são importantes para nós. Por mais grossos, estúpidos, insensíveis e cascas grossa que sejamos, o amor nos move a perder tudo isso pra alguém que é tudo pra gente (Rafaaaaaaa, daqui ao putão!). Por pior que seja o nosso trabalho, sempre vai haver um pouquinho de amor para tentar fazê-lo da melhor forma possível e tentar dar jeito dele ser uma atividade prazeirosa (ou quase).

Segundo, porque vivemos em busca de nossos amores. Buscamos amar uma pessoa, amar o que fazemos, amar o que somos. Como encontrar alguns de nossos “amores” as vezes demora, a gente passa pelo trajeto movendo o amor até que ele se torne grande o suficiente para mover a gente (Rá! quase um loop). Acho que é assim com o lado profissional, por exemplo: quando escolhemos uma área nem sempre sabemos como ela é de fato e vamos a adaptando até que esta seja uma atividade prazeirosa (ou pelo menos não aceitável) e que ao menos nos traga um pingo de felicidade. Se ela não é exatamente o que sonhamos e não consegue merecer amor, jogamos tudo para o alto e recomeçamos: apostamos nossas fichas em um outro amor. E isso se repete com nossos anseios e sonhos (acho que pelo menos com a maioria): vamos movendo nosso amor a eles, esperando que um dia eles nos movam.

Toda essa falação me lembrou de Russell e seus conceitos sobre o que seria uma vida virtuosa. Segundo ele, para se viver uma vida virtuosa precisamos estar inspirados pelo amor e guiados pelo conhecimento. “Nem o amor sem o conhecimento, nem o conhecimento sem o amor podem produzir uma vida virtuosa. [...] Ainda que o amor e o conhecimento sejam ambos necessários, em certo sentido o amor é mais fundamental, na medida em que levará indivíduos inteligentes a buscar o conhecimento a fim de descobrir de que modo beneficiar aqueles a quem amam.”

Com meus poucos neurônios chamuscados de tanto pensar, chego a conclusão que o amor para mim é uma força que nos move a fazer sempre o que é o melhor para quem nos é querido e uma força que estaremos sempre buscando em tudo o que fazemos. E ainda que é preciso ter cuidado com o amor, porque sem conhecimento ele pode ter efeito contrário, podendo fazer mal a quem ele é destinado.

Referência:

RUSSEL, Bertrand. No que acredito. Porto Alegre, RS: LP&M, 2007.

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Tirando a teia de aranha dos meus feeds, encontrei um teste em um post que achei super legal. Depois de responder 10 perguntas, o teste sugere qual livro nacional você seria e achei que o resultado foi muito próximo ao que eu me imagino ser.

Meu resultado foi:

  1. Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis): fala que não sou uma pessoa fácil e nem muito otimista, mas que mesmo com esse meu jeitão muita gente gosta de mim. Fala ainda que tenho inteligência e perspicácia para “fazer história” dentro do círculo que conheço e,  ainda, um cinismo ácido que pode afastar muitas pessoas (menos as mais teimosas, né mov).
  2. A paixão segundo GH (Clarice Lispector): fala que sou uma pessoa que não é muito fácil de conviver e que pode despertar medo nas pessoas (ou simplesmente elas não me entendem). Fruto de uma cabeça que pensa demais, que cria questionamentos para tudo e que, em segundos, é capaz de resgatar os sentimentos mais obscuros e ficar remoendo isso por dias.
  3. Os donos do futuro (Roberto Shinyashiki): fala que o que espero na vida é vencer: ter dinheiro pras minhas coisinhas, construir uma família e ver meus filhos crescerem (nos dois sentidos). Diz que não tenho medo do trabalho e que busco traçar metas para alcançar os meus objetivos.

Não li nenhum desses livros, mas fiquei com a pulga atrás da orelha querendo ler todos! E olha que adoro Machado de Assis, mas não li Memórias Póstumas de Brás Cubas porque era de leitura muito difícil quando o tentei (na época do colégio).

E vocês, que livros são?

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Desde que troquei de TV passei a ambicionar um sinal de melhor qualidade para não mais ver chuviscos na minha TV fininha. As operadoras com pacotes mais atrativos nunca puderam ser minhas opções: a NET seria compra imediata se oferecesse o NET Combo no meu bairro. Ainda existiria a Viamax, com plano razoável (mas cheio de canais abertos) e valor próximo do aceitável, mas essa também é limitada a alcançe. Segundo o que me disseram, montam toda a parafernalha dela e se funcionar (leia-se, tiver quantidade de sinal suficiente), liberam para uso, senão, desmontam tudo e levam embora.

Assim, a única alternativa segura seria a Sky. Mas a danada é acara demais. O valor mínimo de seus planos é em torno de R$ 120,00 e boa parte dos cento e tantos canais que enchem os olhos de quem vê o grande número são canais de rádio, canais abertos e canais inúteis. Fora que tive Sky por um tempo e achei que o sinal deixou muito a desejar. Era só pensar em chuva que o sinal começava a ficar ruim e morando em Joinville isso é péssimo.

Até que um dia andando de busão vejo uma placa azul que diziaVia Embratel, TV por Assinatura”. Não me contive e googlei para saber sobre a tal nova TV paga. Descobri que a recente empresa (opera desde dezembro do ano passado) quer abocanhar uma fatia não muito explorada de espectadores da classe B, fornecendo uma bela gama de canais por R$ 59,90. O positivo é que dos canais que compõem os seus pacotes, muitos poucos são abertos ou de rádio, dando a real sensação de que você está pagando pelo que tem que pagar.

Na Internet havia muita informação contraditória: alguns falavam maravilhas enquanto outros horrores. Talvez pelo gosto da novidade, talvez por estar cansada da programação da TV aberta, assinei a Via mesmo sem saber de fato o que me aguardava. Fiz o pedido via uma loja franqueada do plano Essencial Cinema e agendei a instalação. Não efetuaram a instalação na data programada e assim, tive que ligar para a central de atendimento para queixar-me e reagendar a visita.

O segundo agendamento foi cumprido e a instalação foi feita certinha. A antena é maior que a da Sky, mas não chegou a ficar estranha no telhado. O receptor é simplesinho e só peca em não ter saída HDMI. Quando ao sinal, fiquei bem satisfeita. Desde a instalação (mais ou menos 15 dias), ainda não houve uma chuva considerável para verificar redução de sinal, um dos maiores problemas da Sky. Não tive interrupção de sinal, nem queda de qualidade nesses dias o que me leva a acreditar ter feito uma boa aquisição.

Sei que ainda é cedo para declarar amor ou ódio a esse serviço, afinal de contas a primeira fatura ainda nem chegou, mas considero que, para a minha humilde residência, a Via vem oferecendo um serviço muito melhor que o da Sky por um preço reduzido. Agora é esperar a chuva para ver o que acontece com o sinal.

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Ao ouvir a palavra imposto já sentimos calafrios! ICMS, IPI, IPVA, IPTU, ITR, ISS, IR, ITBI, IRRF, II, IOF. Normalmente nem fazemos ideia do que a sigla significa e nem sabemos para onde todo o dinheiro acaba indo (ou ao menos deveria ir). Só sabemos o rombo que causa no nosso bolso. E o pior, todas essas letrinhas só são uma pequena parte de tudo o que compõe a nossa carga tributária.

Não me acho suficiente capaz de entrar em questões como uso e destino desses valores ou de como a reforma tributária deveria ser aplicada. Me limito a achar injusta a forma como alguns desses tributos devem ser declarados. O Imposto de Renda (IR) é o pior dos que já tive contato.

Por mais que você opte pela declaração “simplificada” é quase impossível fazer a sua declaração sozinho e sentir-se confiante de ter informado todas as informações corretamente. Mesmo com meu Ensino Superior Completo tive que recorrer a um “especialista” para fazer a minha primeira declaração e, depois de conversar com ele, cheguei a conclusão de que NUNCA conseguiria declarar corretamente os meus dados com as informações de “ajuda” do Governo.

Fora os encômodos: além do meu prejuízo de R$ 70,00 pela consultoria na declaração, tenho que contar toda a minha vida financeira e patrimonial para pessoas que nunca havia visto na vida. Se a senhora Receita Federal sabe tudo o que eu tenho pra poder cruzar os dados com o que eu declaro, porque ela não me manda a conta feita de uma vez? E outra, do que vale a história de sigilo bancário se tenho que declarar tudo pro tio da declaração para que seja informado para a Receita?

Tendo em vista que não é preciso ganhar horrores pra ser obrigado a declarar Imposto de Renda, me sentiria muito menos lesada se a declaração fosse algo mais acessível e menos parecida com um quebra cabeças onde as peças não encaixam.

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Não foi nem uma nem duas vezes que cheguei em casa com aquele puta vontade de me jogar na cama e chorar até cansar por ver que a minha vida não é nem perto o que eu sempre quis que ela fosse. Me sentia como o Stitch no momento em que ele pegava o livro do Patinho Feio, ia para um lugar bem deserto e falava “Stitch só!” na esperança de que alguém que o amasse e fosse parecido com ele o resgatasse e vivessem felizes para sempre (cena do primeiro filme).

Hoje eu tenho um pouco mais de juízo pra entender que chorar por uma noite toda não vai fazer a vida virar o meu conto de fadas, a menos que ele seja protagonizado por uma bruxa bem inchada. E aprendi que a louça suja que ficou na pia porque eu estava deprimida demais não vai se limpar sozinha em solidariedade aos meus pesares.

Entre lágrimas e detergente [as vezes sabão em pó e outros produtos amélisticos] aprendi que por pior que seja a situação ou por mais estranha que a sua vida esteja, foi você que deu jeito dela ficar desse jeito. E se ela permanece dessa maneira é porque se aceita a situação.

Assim como se descobre que a comida não entra na geladeira sozinha (e que ela custa muito caro quando se precisa colocá-la na geladeira), descobre-se que nem sempre os grandes amigos são grandes de verdade. São amigos e só. E depara-se com pessoas que você sempre insistiu em apenas manter como conhecidos que, estes sim, se mostram grandes amigos.

Aprende que sonhar em ganhar muitos zeros é uma coisa; fazer das tripas coração para conseguir sobreviver um mês com seus poucos zeros é outra. E apesar de tudo, não é tão ruim. O “não pude fazer tudo isso” é substituído pelo prazer de poder falar “eu fiz tudo isso” e, embora você não seja quem você sempre sonhou, você já é dono do seu nariz e da bagunça que você vive chamando de casa [e que jura que um dia vai tomar jeito e vai organizar].

Entende que amar é muito mais do que “eu te amo” e que a pessoa certa é aquela que simplesmente te aceita. E que o amor é aquela surpresa gostosa no dia, mesmo que o dia não tenha surpresa nenhuma. É aquilo que tem o poder de transformar o pior dos dias no mais divertido, mesmo que seja a custas de grandes risadas de jogos de futebol de várzea. É a incrível constatação de que só se vive imensamente feliz se existir alguém pra compartilhar a vida.

Enfim, é nesses momentos que se descobre como realmentes somos: nossos defeitos, virtudes, fraquezas e ambições. E é na fraqueza da decepção de não ser a pessoa que se quis que entendemos que as mudanças e as conquistas dependem primeiramente do quanto corremos atrás delas. Que coragem não é uma qualidade de poucos, mas é a expressão da vontade de sermos o que queremos. E, por fim, que se estamos sozinhos é porque não estamos olhando pro lado certo.

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A arte de pescar é um dom que exige muita paciência (e bota muito nisso).

Estou longe de saber pescar e, na bem da verdade, estou longe de gostar da arte. Primeiro porque os mosquitos sempre me tiram como “tira gosto” preferido e passo mais tempo me batendo do que preocupada com os peixes; segundo que falo demais, faço perguntas demais e me mexo demais. Isso tira qualquer pescador do sério e por muitas vezes achei que iam me jogar na água; por fim, acho um tédio: ficar no “só respire” do pescar me dá um sono danado ;)

Apesar de tudo, pescarias me dão boas lembranças!
Quando pequena (sim, mais pequena ainda) ficava empolgada quando, nos dias de chuva, meu pai dizia que íamos pescar. Fato que isso era raro, muuuuuuito raro. Ocasião quase isolada a uma única vez por ano: perto da sexta-feira santa, para ter peixes para o dia da abstinência de carne.

Lá me aprumava eu com um pote cheio de minhocas, um caniço pequeno e uma lata de tinta (aquelas de 3.6l) cheia de água pra botar os peixes depois de fisgados. Nunca fisguei muita coisa a não ser um dia que achei o “ninho” deles: foram 6 peixes em menos de 10 minutos! O normal era fisgar nada ou só um ou dois bagres bigodudos.

História de pescador eu não tenho, mas o livro “Quando faltam peixes, sobram histórias” tem muitas!

O livro de Mário Amadigi [qualquer semelhança com o nome do meu excelentíssimo namorado não é coincidência, é tio dele] é uma coleção de 33 divertidas histórias sobre as pescarias que ele e seus amigos fizeram no Rio Paraná, mais especificamente na região de Querência do Norte. Foi uma leitura muito diferente das que costumo fazer com linguagem bem coloquial e com textos em formato de contos que realmente me deram a noção de estar conversando com um pescador contador de histórias.

O livro relata muito bem as mudanças ocorridas no Rio Paraná com o decorrer dos anos, principalmente quanto a diminuição das cheias e a escassez dos peixes. Fala sobre os costumes da região e dá uma aula de geografia sobre os afluentes do grande rio. As pessoas que conhecem a região devem sentir-se imersas na história, fato que deve tornar a leitura ainda mais prazeirosa.

Se os contos são “histórias de pescador” eu não sei, mas que eles proporcionam uma viagem para onde o rio é um mar, isso eu garanto!

Dados do Livro:
Quando faltam peixes, sobram histórias
Mário José Amadigi
Autores Paranaenses
(Disponível nas Livrarias Curitiba)

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Mudar é necessário. As vezes nem nós mesmos entendemos o porque temos que mudar, mas sentimos essa necessidade.

Eu, pelo menos, sinto: vontade de trocar todos os móveis do quarto do lugar, modificar o conteúdo das gavetas e até mudar a disposição e aparência das coisas do computador. Não foi diferente com o blog. O Blog da Pati foi uma “quase brincadeira” que criei para escrever o que não queria ficar só na minha cabeça [de vento]. Ele está longe de ser um blog visitado porque não tem tema fixo e nem constância de postagens. Nunca houve criatividade em mantero blog atrativo o suficiente para possuir seguidores fiéis mas, mesmo assim, eu o preciso. Preciso porque quando bater aquela vontade louca de colocar uma idéia pra fora da minha cachola ele vai estar aqui, me esperando com uma tela branquinha pra encher de palavras.

E essa necessidade me levou a criar o Mariposas na Lâmpada. Muita coisa mudou e talvez a única coisa que me remetia aos velhos tempos fosse o Blog da Pati. Não que isso fosse ruim, longe disso, mas as vezes remoer demais o passado só faz mal. Eis um novo blog, uma pessoa um tanto diferente, mas um propósito intacto: liberar as mariposas que não querem ficar trancadas em mim ;)

Porque Mariposas na Lâmpada?

Dois motivos:

  • Primeiro, a clássica alusão com idéias se chocando na mente. Achei que veio muito a calhar com a maneira com que escrevo e com a diversidade dos temas que normalmente costumo abordar. Junto a fome com a vontade de comer.
  • Segundo [e origem da idéia do nome]: em um dia chuvoso me peguei imóvel tentando entender a busca fugaz das mariposas pela lâmpada de um poste. Lembrei-me de mim: apesar de tudo o que faço sou como uma mariposa e no fim das contas, com paixão ou sem ela, busco vigorosamente minhas ambições, muitas vezes nem sabendo o que elas realmente são. E, assim como elas, posso acabar me machucando e sofrendo muito, mas nada se compara com a vontade de chegar aonde se quer e a felicidade em alcançar o objetivo.

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